São apenas lembranças...lembranças que nem mesmo o tempo foi capaz de levar.Lembranças que insistem em te sufocar,tirar seu sono,e que chegam assim,sem você nem perceber direito.
Mas admito que de certa forma,eu depende muito dessas memórias...é como se,quando elas invadem minha cabeça,essa dor diminua,mas nunca se vai por completo.Mas do que importa,não é mesmo?Afinal,nada disso vai voltar.
Mas devo dizer também,que se fosse pra escolher o melhor pra mim,eu iria pedir pra esquecer de tudo...e que essa dorzinha,bem no fundo do coração,que incomoda e fere aos poucos,acabasse de um dia pro outro.
Bom...acho que eu não sei o que eu quero de verdade,mas afinal,por que se importar?lembre-se,são apenas memórias que não voltam mais.
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"E eu, no fundo, te perdoava, te entendia, te amava cada vez mais. Você me mandou embora da sua casa, do seu carro, da sua vida, da memória do seu computador, do celular e do coração. Você me deletou. E eu fiquei quietinha, te esperando, rezando pra você ver que amor maior não tem."
"Mas se a ciência provar o contrário, e se o calendário nos contrariar, mas se o destino insistir em nos separar; danem-se os astros, os autos, os signos, os dogmas, os buzios, as bulas, anúncios, tratados, ciganas, projetos, sinopses, espelhos, conselhos, que se dane o evangelho e todos os orixás. Serás o meu amor, serás a minha paz."
"Eu decidi tentar uma história de amor. Eu queria que fosse que nem nos filmes, que acabasse tudo no lugar certo, e que no final pudesse aparecer na legenda o felizes para sempre. Eu queria tantas coisas, mas primeiro eu tinha que achar um alguém para dividir esse sonho comigo, uma história de amor de verdade. Que eu pudesse falar para minha mãe, que pudesse sorrir ao lembrar, que eu pudesse tantas coisas e entre muitas pudesse ter você. Eu desejava tantos sorrisos para nós, eu falava de nós. Mas agora, é passado. Você ama a outro alguém, e eu fiquei com a legenda na minha cabeça. Eles foram felizes para sempre. Tinha tanto para dar certo, mas o problema realmente não era você. Era eu. Eu tinha sonhos, amor, e um pouco da dor anterior. E você sabe o que disse naquela noite. Disse para eu confiar no seu amor, e que você iria me cuidar por inteira. Mesmo que tudo acabasse, você disse que ficaria ao meu lado. Nunca me abandonaria. E a dor foi realmente passando, mas você fez ela voltar. A partir do momento, em que vi você com outro alguém. Você ainda a amava, ainda a desejava, ainda não queria a mim. Eu fui apenas uma ferida, entre outras suas. Eu te magooei também, mas talvez por gostar tanto assim de você. Eu realmente vejo as palavras claras e flutando em volta da minha cabeça. Escritas no passado como, ele nunca te amou. Eu idiota, acreditei. Eu idiota, te amei. "
Não sei por que me pego procurando por notícias tua quando eu sei que vai atrapalhar todo o meu discurso de “eu-estou-melhor-agora”. Não entendo essa minha mania besta de implorar para as minhas amigas me dizerem qualquer coisa sobre você, qualquer umazinha, só pra matar saudade. Pra atualizar a minha lista de decepções que envolvem você. É ridícula essa minha necessidade de cutucar minha ferida que nunca cicatriza. Eu te excluí de todas as minhas redes sociais para provar aos quatro cantos do mundo de como eu sou madura, de como eu não sinto a sua falta, mas é inútil quando eu atualizo as tuas páginas todos os dias. E eu repito para mim mesma como a sua namorada nova é sem graça, e como você está infeliz com ela. Mas droga, não consigo mais me iludir com você me provando sempre o contrário. Com esse teu sorriso enorme estampado em cada maldita foto que você está ao lado dela. Não consigo admitir o fato de que ela tem os cabelos mais bem aparados que eu já vi e que ela os mantém cuidadosamente arrumados. E os olhos dela, por Deus, são tão escuros que aparentam um abismo sem fim – o qual nós nos encontramos. E, coincidentemente, ela é o meu oposto. Literalmente. Em todas as letras. Em cada mínimo detalhe, em cada foto, em cada palavra dita, em cada sorriso. Em tudo. Eu odeio como vocês dois são agradáveis juntos. Como vocês combinam, se completam. É incômodo perceber que outro alguém consegue te fazer feliz. Que outra pessoa, além de mim, consegue te satisfazer. Eu detesto o jeito como suas sobrancelhas se arqueiam de um jeito diferente e de como as suas covinhas mudaram de lugar porque teu sorriso também se alterou, e não é pra pior. É inaceitável o fato de que você seguiu em frente, que outra garota com o estereótipo oposto do meu preencheu o teu vazio. Eu tenho pavor dessa tua facilidade de encontrar caminhos que te tirem fora do labirinto que nós somos. Sei que, mais uma vez, provo o quão egoísta eu sou em relação a nós dois, mas não suporto te ver bem com outra pessoa que não sou eu. Talvez tenha sido um desses motivos que nós caímos num profundo descompasso onde nada mais nos acalentava. Só entenda o meu lado; é um pouco mais do que eu posso aguentar saber que vocês vão pros mesmos locais que nós frequentávamos, que ela pode mandar no corte do teu cabelo e que seus amigos a aprovem. É triste saber que longe daqui vocês sorriem, e que ela provavelmente se sinta a garota da tua vida. Eu deixei de existir pra você? Não diga que foi fácil me esquecer, por favor. Não me deixe saber que eu nunca fiz diferença, até porque, eu sei que te marquei. Sei que no fundo, eu te fiz diferença. Pode dizer para a nova garota o quanto ela é especial e do quanto você gosta dela, mas, nós dois sabemos que a minha risada ainda é a tua preferida, e que ela não conta as piadas mais sem graças da face da Terra. E é por conta disso que eu me conformo; o que nós tivemos não pode ser apagado por um par de olhos escuros. Um dia, mesmo que esse demore, você vai perceber que eu faço falta. Você foi o cara que, quando foi embora, me deixou sentindo um vazio bem grande. E você sabe, não importa quantas garotas passem pela sua vida, algo sempre vai estremecer quando você ouvir o meu nome. Nós nos completamos de alguma forma, e disso, não dá pra esquecer.Germana K. (icanbeyourcocaine)
"O amor acaba. Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar; de repente, ao meio do cigarro que ele atira de raiva contra um automóvel ou que ela esmaga no cinzeiro repleto, polvilhando de cinzas o escarlate das unhas; na acidez da aurora tropical, depois duma noite votada à alegria póstuma, que não veio; e acaba o amor no desenlace das mãos no cinema, como tentáculos saciados, e elas se movimentam no escuro como dois polvos de solidão; como se as mãos soubessem antes que o amor tinha acabado; na insônia dos braços luminosos do relógio; e acaba o amor nas sorveterias diante do colorido iceberg, entre frisos de alumínio e espelhos monótonos; e no olhar do cavaleiro errante que passou pela pensão; às vezes acaba o amor nos braços torturados de Jesus, filho crucificado de todas as mulheres; mecanicamente, no elevador, como se lhe faltasse energia; no andar diferente da irmã dentro de casa o amor pode acabar; na epifania da pretensão ridícula dos bigodes; nas ligas, nas cintas, nos brincos e nas silabadas femininas; quando a alma se habitua às províncias empoeiradas da Ásia, onde o amor pode ser outra coisa, o amor pode acabar; na compulsão da simplicidade simplesmente; no sábado, depois de três goles mornos de gim à beira da piscina; no filho tantas vezes semeado, às vezes vingado por alguns dias, mas que não floresceu, abrindo parágrafos de ódio inexplicável entre o pólen e o gineceu de duas flores; em apartamentos refrigerados, atapetados, aturdidos de delicadezas, onde há mais encanto que desejo; e o amor acaba na poeira que vertem os crepúsculos, caindo imperceptível no beijo de ir e vir; em salas esmaltadas com sangue, suor e desespero; nos roteiros do tédio para o tédio, na barca, no trem, no ônibus, ida e volta de nada para nada; em cavernas de sala e quarto conjugados o amor se eriça e acaba; no inferno o amor não começa; na usura o amor se dissolve; em Brasília o amor pode virar pó; no Rio, frivolidade; em Belo Horizonte, remorso; em São Paulo, dinheiro; uma carta que chegou depois, o amor acaba; uma carta que chegou antes, e o amor acaba; na descontrolada fantasia da libido; às vezes acaba na mesma música que começou, com o mesmo drinque, diante dos mesmos cisnes; e muitas vezes acaba em ouro e diamante, dispersado entre astros; e acaba nas encruzilhadas de Paris, Londres, Nova Iorque; no coração que se dilata e quebra, e o médico sentencia imprestável para o amor; e acaba no longo périplo, tocando em todos os portos, até se desfazer em mares gelados; e acaba depois que se viu a bruma que veste o mundo; na janela que se abre, na janela que se fecha; às vezes não acaba e é simplesmente esquecido como um espelho de bolsa, que continua reverberando sem razão até que alguém, humilde, o carregue consigo; às vezes o amor acaba como se fora melhor nunca ter existido; mas pode acabar com doçura e esperança; uma palavra, muda ou articulada, e acaba o amor; na verdade; o álcool; de manhã, de tarde, de noite; na floração excessiva da primavera; no abuso do verão; na dissonância do outono; no conforto do inverno; em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba."
— O amor acaba — Paulo Mendes Campos (via cr1ptonita)
[…] Algo em mim está diferente, talvez não seja fisicamente, em minha aparência, mas algo de dentro de mim mudou. Sinto uma sensação estranha, mas que me parece muito familiar. Algo em meus estômago se movimenta em alguns momentos. Não é fome, é algo diferente. Um frio em minha barriga, é algo bom e ruim ao mesmo tempo, quase que me faz cócegas, me traz um sorriso estranho, não tão normal. Algo em meu coração também está diferente, em algumas ocasiões ele parece aumentar a velocidade de seus batimentos, sinto como se quisesse sair pela boca. Estou tentando fugir do óbvio. Holy shit!A paixão me pegou, quando eu já estava esquecendo de como era sentir tais sensações. Tentei não me levar para esse caminho, fugindo do inevitável. Resisti a tanto tempo, sentir essas sensações já não seriam de meu cotidiano. Arrepio, mãos tremulas e suando, sensação de querer a pessoa causadora de tudo isso por perto…Como deixei com que isso acontecesse? Fui frágil e fraca, me descuidei em algum momento, acabei me envolvendo mais do que devia. Eu definitivamente errei, sei que logo logo chegaram as consequências de minha prudência. Preciso me preparar para o esperado. Bem que dessa vez podia ser diferente… “Oh, cale-se. Não comece a ter esperanças idiotas e sem fundamento. Não comece a esperar demais, a se iludir com uma simples paixão” (…) estou ouvindo minha conciência, talvez a mesma não seja mais tão sábia. Mas sempre seguindo meu coração, e o que recebo? Uma bela decepção, me levando a ruína. Acho que devo continuar, seguindo por esse caminho. A curva está longe demais, estou em pista de mão única, não tem volta. Agora é esperar, prosseguindo com minha vida. Apaixonar-se também não é um bicho de 7 cabeças. É apenas um sentimento. Confudido com amor, levando tantos e tantos ao desespero. Logo passa, e tudo que estou sentindo irá adormecer novamente, para logo a frente voltar para me sentir assim, talvez mais viva do que nunca.
"Eu sei que da vontade de procurar um poço, descer, e ficar lá dentro, olhando pras próprias mãos, querendo fugir de tudo, mas depois passa. Sempre é assim, dói bastante, afinal é uma dor, mas passa. Você agüenta, eu agüento, todo mundo foi feito pra agüentar. O tempo vai levando pro passado aquilo que continua presente, mas a única coisa que pode levar tudo pro passado é você. Quantas vezes eu não senti vontade de sair do corpo, e encarnar um objeto sem vida… Um lápis talvez, ou qualquer coisa inanimada… Silenciosa, parada, sem vida, pois era assim que eu me sentia… Mas passou. Eu chorei, as lágrimas acabaram e tudo acabou. As lágrimas secaram, e descobri a inutilidade de chorar por coisas que não valiam à pena, passou. A dor é igual um barco que você observa da praia, parece que está parado, você se distrai com outra coisa, quando vai ver, o barco está longe. Se você estava sentindo uma dor, quando começou a ler isso, agora ela é menor do que antes. - É difícil de acreditar, quando está se sentindo mal, mas eu entendo. Você pode não saber, mas supera. Sua cama parece o melhor lugar, deite, durma, esqueça… Ou não, mas deite e coloque sua música preferida no fone, escute a música e ignore um pouco essa sua vontade de sair por ai, gritando aos sete ventos, metade das coisas que sente… Não é errado não saber tudo, só não se esqueça de saber o essencial, que é esquecer… Tudo passa, e não são os momentos perfeitos. Por mais que a dor te lembre e te incomode, ela nunca diz a verdade completa… Ela nunca diz que vai passar."
"E porque será que sempre pensamos no que irá acontecer? Sempre nos martirizamos antecipadamente? Sempre sofremos antes de levarmos o tiro? Porque sempre nos perguntamos: “Qual é o meu defeito afinal?”. E nunca nos perguntamos quais os defeitos dos outros, por talvez, sermos assim? Porque sempre temos que complicar tudo ao invés de deixar pra lá? Porque sempre temos que, desculpe a palavra, foder com tudo? Porque sempre queremos ter o que no fundo, sabemos que não temos e que talvez nunca tenhamos? Porque sempre olhamos pro nosso futuro e não nos preocupamos com o nosso presente? Porque somos assim? Porque não deixamos que a vida nos leve e vejamos quais serão as respostas das nossas perguntas? Por quê? Talvez se esperássemos mais, fossemos mais pacientes com o que nos espera um pouco mais na frente, pudéssemos nos machucar menos."
“Estou cansada dessas músicas melosas de amor. É tudo pura ilusão. Elas não mencionam o buraco que você deixou no meu coração. Como se tudo fosse perfeito, um mar de rosas. Como se o amor fosse o mocinho da história. Se bem que… Ele é sim, o mocinho da história. O vilão mesmo, é quem diz amar. Quem diz saber amar. Mas que na verdade só ama o próprio umbigo. Lê algumas palavras em um cartão de dia dos namorados, as guarda no bolso, e as atira para a primeira idiota que vê pela frente. E essa “idiota”, deixa que as tão estúpidas palavras caiam dentro de seu cesto. Mas acontece, que o meu cesto, felizmente estava furado. Meu cérebro absorvia cada sílaba que saía da sua boca. E eu ficava ali, remoendo-as; e pensando “ele acha mesmo que eu estou acreditando?”. E você realmente achou, não é? E então, o idiota acabou sendo você. E completamente estúpido de sua parte achar que eu era como todas as outras. Eu não sou tão ingênua. Não mais. Graças à sujeitos como você, sou o que sou hoje. […] Deveria se dedicar à isso; à atuação, ao teatro. E quem sabe, eu também me dedique à isso. Mas além de atuar, vou dirigir o filme. Agora eu decido o que acontece. E você não terá o papel que mais combina com você. Não será o vilão. Este será o meu papel. Serás o ingênuo mocinho em perigo. E desta vez, “o bem não vencerá o mal”. Vamos variar um pouco. Talvez eu rompa as rédeas e os limites de este ser “apenas um filme”. Mas é como dizem, o show deve continuar.” - (acaramelar)